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Ó Apóstolo sincero,
Ó grande Bartolomeu:
Apontai-nos o caminho
Que leva da terra ao Céu.
Por ver a sinceridade
Que de vós irradiava,
Em Vós pôs o seu olhar
O Salvador que passava.
E logo vos quis unir
À sua missão divina
De pregar ao velho mundo
O que era nova doutrina.
Vivestes com Jesus Cristo
Em perfeita intimidade.
Jamais perdestes o rumo
Do Evangelho da Verdade.
Glória a Ele que vos chamou
Para serdes, a seu lado,
O que, junto a cada rei,
Deve ser cada soldado.
E Jesus, disse:
" - Eis um verdadeiro israelita,
em quem não há fingimento."
(Jo 1,47)
São Bartolomeu (Século I)
Um dos 12 primeiros apóstolos de Cristo, o pescador das margens do Tiberíades, na lista dos doze apóstolos aparece sempre em sexto lugar, nascido em Caná, na Galiléia,
uma pequena aldeia a 14 quilômetros de Nazaré, e que foi apresentado a Jesus pelo apóstolo e
seu maior amigo Filipe, sob uma figueira.
Até este seu primeiro encontro com Jesus, Bartolomeu era cético e às vezes irônico com relação às coisas de Deus.
Após, Bartolomeu o reconheceu como Filho de Deus e Rei de Israel e começou a acreditar
em suas obras, ensinamentos e pregações.
E Jesus respondeu a ele: " - Verás coisas maiores que estas. Vereis o Céu aberto e os Anjos de Deus subindo
e descendo sobre o Filho do homem."
E realmente, Bartolomeu teve o privilégio de estar ao lado de Jesus durante quase toda Sua missão na terra.
Compartilhou do Seu cotidiano, presenciou Seus milagres, ouviu Seus ensinamentos, viu Cristo
ressuscitado nas margens do lago de Tiberíades e, finalmente, assistiu Sua ascensão ao céu.
Filho de Tholmai, o agricultor, e também conhecido como Natanael, assim como Tomé, era um viajante e atuou em
áreas como Índia, Armênia, Irã, Síria e por algum tempo na Grécia, com Filipe, especialmente na Frígia.
Uma tradição diz que ele trazia consigo o "Evangelho Herético de Matias", escrito em hebraico, e o perdeu.
As poucas anotações que restaram desse Evangelho, são fragmentos que revelam o Espírito Santo como a
Divina Mãe de Cristo e que os povos não adoravam Jesus como uma divindade, mas sim, como
um irmão mais velho e líder da comunidade dos "Santos de Deus".
Essas obras de Jesus Cristo então, ficaram conhecidas através de traduções como "O Evangelho
de Bartolomeu", "Pregação de São Bartolomeu no Oásis" e a "Pregação de Santo André e São Bartolomeu".
Converteu muitos a Cristo, sustentando não poucas fadigas e superando
muitas dificuldades como as imposições de idioma e cultura, nas regiões da Índia, Armênia Menor e
Mesopotâmia, passou para a Armênia Maior.
Foi na Armênia Maior, depois de converter o rei Polímio, a esposa e mais 12 cidades, que ele teria sofrido o martírio
motivado pela inveja dos sacerdotes pagãos. Estes insuflaram Astiages, irmão do rei, e conseguiram uma ordem
para matar o apóstolo.
Bartolomeu foi esfolado vivo e, como não morreu, foi decapitado. Era o dia 24 de agosto de 51.
A partir desse martírio da fé, brilhando entre os Apóstolos, do Céu e nos esplendores, Bartolomeu, começou a atender
pedidos e louvores.
O louvor de Cristo, dado a Bartolomeu, merece especial consideração nos dias de hoje:
viver sem falsidade nem artifício.
Muitos afirmaram que Bartolomeu tinha um temperamento fleumático, um tipo de comportamento que
não demonstrava nenhuma emoção ou não deixava transparecer sentimento ou perturbação alguma. Eram unânimes
em afirmar o seu autocontrole. Tinha uma frieza e impassibilidade controlada que o caracterizava como uma
pessoa que demorava muito para tomar uma decisão, chegando a ser lento em suas ações. Nunca era precipitado nos julgamentos.
Ele é chamado de Natanael somente por João, nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas.
Palavras do Evangelho
· Quando machucado ou enganado por alguém ou por todos em uma cidade, Bartolomeu guarda
suas idéias fixas a respeito da pessoa e da cidade, até que seja convencido do contrário (Jo 1:46).
· Bartolomeu era um visionário, cheio de sonhos, um apaixonado, uma pessoa sem malícia, sem hipocrisia, sem
maldades, com seu interior puro, a ponto de ouvir de Jesus um dos mais belos elogios proferidos a alguém: eis um
verdadeiro homem em quem não há fingimento (Jo 1:47).
· Bartolomeu tinha um interesse ardente pelo Reino de Deus (Jo 1:48).
· Bartolomeu não era incrédulo, antes, mostrava-se com muita fé ao se render a Jesus quando
percebeu que estava diante do Profeta-Deus. Abriu a boca e exclamou as palavras dadas a ele pelo Espírito
Santo a respeito do Senhor Jesus (Jo 1:49).
· Por ser dono de um coração absolutamente crente em Jesus, Bartolomeu recebeu
do Mestre uma profecia por ele nunca revelada (Jo 1:51).
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