Site oficial de Ana Flávia



1. O justo, porém, ficará de pé, sem temor, diante dos que o oprimiram e desprezaram seus sofrimentos.

2. Ao ver o justo, esses ficarão tomados de terrível pavor, espantados diante da salvação inesperada.

3. Arrependidos, dirão entre si, entre soluços e gemidos de angústia:

4. "Esse é aquele de quem antes nós ríamos. Nós o tomávamos como objeto de zombaria. Insensatos que fomos! Consideramos uma loucura a vida dele e a sua morte para nós era uma vergonha!

5. Por que ele agora é considerado entre os filhos de Deus e participa da herança dos santos?

6. Nós portanto nos desviamos do caminho da verdade. A luz da justiça não brilhou para nós, nem o sol para nós se levantou.

7. Nós nos fartamos nos caminhos da injustiça e da perdição. Percorremos desertos intransitáveis, e não conhecemos o caminho do Senhor.

8. De que adiantou o nosso orgulho? Que vantagem tiramos de nossa riqueza arrogante?

9. Tudo passou como sombra e como notícia fugaz.

10. Passou como navio que corta as águas agitadas, sem que se possa encontrar vestígios de sua passagem, nem o sulco de seu casco nas ondas.

11. Foi embora como pássaro que voa pelos ares, sem deixar qualquer sinal de sua rota: o ar leve, ferido pelo toque das penas e dividido pelo ímpeto vigoroso, é atravessado pelas asas em movimento, mas depois não fica sinal nenhum de sua passagem.

12. Tudo passou como flecha disparada para o alvo: o ar cortado volta imediatamente sobre si mesmo, e já não se sabe mais a trajetória dela.

13. O mesmo acontece conosco: mal nascemos e já desaparecemos, sem mostrar nenhum sinal de virtude, porque nós nos consumimos em nossa maldade!".

14. Sim, a esperança do injusto é como palha arrebatada pelo vento, como leve espuma que a tempestade levanta. Esperança que se desfaz como fumaça espalhada pelo vento, e é fugaz como a lembrança do hóspede que fica um dia só.

15. Os justos, porém, vivem para sempre, recebem do Senhor a recompensa, e o Altíssimo cuida deles.

16. Por isso, receberão das mãos do Senhor a gloriosa coroa real e o diadema do esplendor, porque ele os protegerá com a mão direita e os cobrirá com seu braço, como escudo.

17. Tomará seu próprio zelo como armadura e armará a criação para castigar os inimigos.

18. Vestirá a couraça da justiça e colocará o capacete do julgamento que não admite suborno.

19. Tomará como escudo a santidade invencível,

20. afiará a espada de sua ira implacável, e o universo combaterá a seu lado contra os insensatos.

21. Os raios partirão das nuvens como flechas bem apontadas e voarão sobre o alvo como de um arco bem retesado.

22. Sua funda lançará furiosa saraivada, a água do mar se enfurecerá contra eles, e os rios sem piedade os afogarão.

23. O sopro do poder divino se levantará contra eles e os dispersará como furacão. É assim que a injustiça devastará a terra toda, e a maldade derrubará o trono dos poderosos.



 Clique aqui para voltar para a página principal




 Envie essa página por e-mail envie essa mensagem      Mande um e-mail para Ana Flávia envie um e-mail      Deixe um recado no Mural deixe seu recado



Google
 






Copyright ® 1995 BMGV
Textos e Imagens © Todos os direitos reservados
Textos extraídos da Bíblia Sagrada.