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· 4º Capítulo ·

Caminhamos por quase toda a tarde toda, e me arrependi de não comprar algo comestível do primeiro mundo. - Mas aonde?

Resolvi chamá-la de "Zambi", porque sempre que queria chamar a minha atenção gritava : Zambi! Zambi! Tinha água e algumas coisas num saco, parecido com batata doce ou mandioca, só que mais aguado. Cada vez que eu comia me enjoava por mais de duas horas. Seja lá o que fosse matava minha fome por um bom tempo. Era uma estreita estrada de terra na saída da cidade do porto. As poucas pessoas que vi eram de cor, por isso deduzi estar perto da África ou algo parecido. Mais tarde, quando resolvi escrever esse fatos, lembrei que jamais soube o nome deste lugar ou tive interesse em perguntar. O certo é que saberia voltar de olhos vendados.

De repente, chegamos a um vilarejo, ou aldeia, repleto de tendas de lona. Era um lugar estranho, algo misturando um estilo árabe a um acampamento militar. Não havia luz, encanamento, e meus pés pareciam estar em carne viva, e, haviam camas. Estava morto, irritado, com fome, sede e uma terrível vontade de tomar banho. Precisava de água. Era uma espécie de calor seco e poeirento . Quando me notei, já estava com raiva de tudo e de todos que nem conhecia ainda principalmente dessa " Zambi", louco para ir embora.

Era de verdade um lugar estranho, algo pairava no ar. Não haviam jovens, somente velhos e crianças. Não conseguia entender, e acho que até que nem queria, precisava apenas descansar. Amanhã iria até o porto, e perguntaria ao marujo sobre isso e sobre muito mais, e em pouco tempo estaria em casa. Encostei perto de uma tenda, e caí.

No dia seguinte, acordei com o sol alto e dentro de uma das maiores tendas.

Estava mais fresco que o dia anterior, mas ainda suava demais.
"Zambi" entrou na Grande Tenda, como também resolvi chamar, e parecia ter tido um sonho maluco que pensei que houvesse terminado.

- Zambi! Falei com gestos. - Você está me entendendo?! E, aqueles olhos azuis-céu pareciam mais lindos pela manhã. - Você está me entendendo? Insisti, enquanto ela me observava.

- Ô, meu Deus! Que lugar maluco é este?

- Zambi! Ela respondeu .

- Você entendeu o que eu disse? Já estava me animando. Esta aldeia se chama Zambi, é isso? Um estranho vento invadiu a Grande Tenda sem mais nem menos, tão forte que alguns véus se soltaram. Ela desconfiada , arregalou seus olhos e seguiu o vento.

- Era só o que faltava uma mulher que anda com o vento. Ninguém chega a algum lugar por acaso, mas porquê aqui? Se contasse a quem quer que fosse com certeza me internariam. Resolvi segui-la novamente.

Levantei o pano da porta da Grande Tenda e quase gelei.




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